Testemunho Vocacional

24 de Junho de 2015

Pe. Paulo Rogério

Desde os seis anos de idade quero ser padre...Fui coroinha, acólito e catequista na minha paróquia...

 

Sou o Padre Paulo Rogério, do clero da Arquidiocese de Brasília. Minha paróquia de origem é a de Nossa Senhora de Fátima em Taguatinga-Sul. Tenho 25 anos, sou filho de pais separados. Sou o mais velho de seis irmãos: três meninos e três meninas. Sendo que desses, só uma é por parte de pai e mãe. Os demais, só por parte de pai. Fui criado por meus avós maternos até mais ou menos os cinco anos de idade. Desde os seis anos de idade quero ser padre. Conformei o máximo possível minha infância e adolescência a esse projeto de vida. Estudei em instituições públicas e privadas. Fui coroinha, acólito e catequista na minha paróquia. Trabalhei dois anos como técnico em manutenção de micro computadores. Sempre fui católico praticante. Graças, sobretudo, a minha mãe quem me ensinou os rudimentos da fé e a prática da religião. Meu pai, embora não desprezasse a fé, não era praticante. Mesmo que desde muito cedo tenha querido ser padre, só aos dezessete anos de idade - no 3º Ano do Ensino Médio - procurei o Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília Nossa Senhora de Fátima e comecei a frequentar assiduamente os Encontros de Discernimento Vocacional oferecidos todo 1º domingo de cada mês aos rapazes que querem ser padres. Isso, porque um seminarista maior de Brasília, num retiro de discernimento vocacional em Guaratinguetá - SP no Mosteiro Belém da Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz, me passou os contatos do Seminário. Após um ano inteiro participando de palestras e momentos de oração sobre o sacerdócio cristão e o carisma diocesano, pude entender um pouco mais o que significa e implica querer ser padre e, tendo sido aprovado pelo Conselho de Padres Formadores para o Seminário Propedêutico São José (uma casa de formação para os candidatos ao sacerdócio que serve de introdução ao estilo de vida do Seminário Maior), dar meu sim a Deus e sua Igreja mais consciente do que me seria exigido ao dar esse rumo para a minha vida. Estou no último ano de formação para o sacerdócio, ou seja, no 4º Ano de Teologia (o oitavo da minha formação contando com o Propedêutico) e fui ordenado Diácono da Igreja em 22 de agosto de 2015. Sinto uma profunda gratidão a Deus, pelo dom da vida e da vocação que foi mediado por minha família e amigos, pelo meu Bispo e os Padres Formadores, por terem acreditado e cultivado minha vocação, e pelos meus irmãos seminaristas que, cada um ao seu modo, me apoiaram ao longo de todo esse tempo. Só peço a Deus que me abençoe sempre e cada vez mais para que possa ser, para o resto da vida, um digno ministro ordenado do seu Filho.

 

"Foi-me dirigida nestes termos a palavra do Senhor: Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações. E eu respondi: Ah! Senhor JAVÉ, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança. Replicou porém o Senhor: Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar" (Jr 1,4-7).

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